Posts filed under 'História das mídias'

Comentário para a televisão sobre: “Caso Isabella”

Voz popular: voz do julgamento correto?

Bom dia, telespectadores brasileiros! Venho a público comentar com vocês sobre o assunto-chave da maioria das conversas rotineiras de uns dias para cá, sendo na hora do chimarrão com a família, com um desconhecido no ônibus, na sala de espera com a secretária, etc. O “Caso Isabella” é sem dúvidas, o “assunto do momento”, o assunto em que todos são peritos, de que todas as pessoas têm opinião, de que todos se consideram capazes de julgar.

Uma menina de cinco anos, no meio da noite do dia 29 de março, aparece caída no gramado do prédio onde mora seu pai. Fato triste e grave que abalou o país, principalmente por se tratar de uma criança. Mas o que faz o caso de Isabella se destacar no meio de tantos outros de mesma brutalidade?

A televisão é uma das respostas. O destaque dado por ela ao caso, a partir da comunicação persuasiva, em que as informações transmitidas são capazes de mobilizar emoções e raciocínios, a mídia televisiva usa de muitas informaçõe

s da polícia e imagens conseguindo atingir a sensibilidade da população.

Dessa maneira, pessoas vão às ruas para protestar contra o crime, pedindo justiça, incriminando seus prováveis responsáveis. Pessoas essas, que em sua maioria, nunca conheceram a menina e nem seus familiares.

Influencia demais por tudo que é transmitido, a população considera tem conhecimento suficiente para julgar um crime, do qual nem a polícia terminou as investigações ainda. Incriminar uma pessoa, ou até mesmo inocentá-la, é algo extremamente delicado, pois estamos lidando, não com personagens, como no Caso Isabella, madrasta assassina e pai cúmplice, mas com vidas que mudam completamente de acordo com a sentença final.

Cito um fato de um jornalista, Guilherme Fiúza, para reflexão. Fiúza comenta recentemente com uma emissora de rádio que já passou por um caso semelhante ao de Isabella, em que, no seu próprio apartamento tropeça, sem querer, e deixa seu filho de apenas um mês cair do oitavo andar do prédio. Até ser provada sua inocência, muitas distorções e críticas por parte da população lhe foram feitas, sobre ser o assassino de seu próprio filho.

Espero que possamos ser um pouco mais racionais na hora de julgarmos alguém, por mais que seja difícil controlar as emoções. Que nossas críticas correspondam ao nosso conhecimento e que cobremos a justiça, sim, mas de maneira justa respeitosa.

Add comment Maio 15, 2008

Web: complemento às mídias tradicionais ou ameaça?

Quando uma nova tecnologia de comunicação surge causando uma revolução em nível mundial, de todos os lados brotam especulações sobre a extinção dos meios antigos para a adoção dos modernos. Foi assim já na invenção do rádio, da TV e, mais recentemente, da Internet. De fato, são muitas as vantagens em relação aos anteriores, porém todos continuaram existindo. Por que será então que esta questão tem ganhado tamanha relevância atualmente?

Antes de analisá-la é importante ressaltar toda a trajetória pela qual a história da comunicação passou até chegar ao que temos. Os meios foram se aprimorando e atingindo a nichos de público diferentes. Poderíamos até dizer que um é a evolução do outro, mas ao mesmo tempo peças de um quebra-cabeças que se completam.

O jornal concretiza a notícia que antes só se sabia por boatos. O rádio transmite suas informações para inúmeras famílias que se reúnem na sala. A televisão apresenta aos seus telespectadores o áudio e a imagem, impressionando a todos ainda mais com surgimento da imagem colorida. E assim, chega-se à Internet, o meio que reúne todos em um só. Todavia, como fica cada mídia neste contexto?

Devemos admitir que o jornal impresso possui vantagens que a Web ainda não cobre satisfatoriamente, pois proporciona sensações inadequadas à tecnologia de ponta do meio. Prova disso é a necessidade, que a maioria das pessoas ainda tem, de ler textos em frente ao computador, levando-os a optar pela impressão de seus arquivos DOC ou PDF, por exemplo. A economia de folhas e tinta não se compara à sensação de carregar a informação nas mãos, torná-la algo tangível.

Da mesma forma, é preciso reconhecer o poder de atualização e dinamicidade dos portais de notícias online frente aos impressos. Através de hiperlinks nas próprias reportagens é possível acessar a outras informações relevantes ao fato de que se tem interesse. Fóruns de discussão, enquetes virtuais, consulta a bancos de dados com arquivos das edições passadas, seleção via RSS do que se deseja receber sobre determinados assuntos e a possibilidade de interação direta com o autor são alguns recursos só adquiridos após o uso da Web no cotidiano da sociedade. Os portais de notícias online G1 e FolhaOnline são bons exemplos de jornais adaptados para a Web que ganharam maior interatividade.

O usuário passou a não ser receptor somente, mas também criador de outras mensagens que podem agregar ou não informações relevantes ao texto. Pode até mesmo criar seus próprios textos, sem a necessidade de formação específica para tal, tendo os custos de publicação e distribuição drasticamente reduzidos.

Já o rádio entra na era digital promovendo o contato mais direto com os ouvintes e tendo sua amplitude globalizada. Ao ouvinte inúmeros recursos são disponibilizados, principalmente pelos sites das emissoras de rádio. Elas oferecem espaço para manifestação, bate-papos entre os próprios ouvintes, acesso à programação, transmissão ao vivo para qualquer lugar, blogs com o perfil da rádio e seus radialistas, informações gerais sobre temas discutidos e o próprio funcionamento, vídeos de bastidores, entre outros.

A Web digitaliza essa mídia radiofônica mostrando o que tem por trás do som, possibilitando que o ouvinte e/ou internauta explore ao máximo o que a rádio tem a oferecer. Pode, a princípio, parecer uma “competição desleal” entre os meios, porém o que se vê é que a Web tem atingido o seu auge e o rádio permanece, pois há ainda alguns locais em que é insubstituível.

Dando continuidade à evolução, atire a primeira pedra quem nunca reclamou da programação aberta da televisão. Se pudéssemos fazer nossas próprias escolhas quanto ao conteúdo, o interesse por ele certamente seria maior. Talvez com o progresso da televisão digital as coisas tomem rumos um pouco diferentes, mas enquanto isso a Web vem tomando a ponta dessa corrida.

Mesmo não sendo assinante de nenhum canal específico, o internauta sente-se acomodado por diversos portais de vídeo que não exigem contribuição financeira dos espectadores e investem em publicidade não diretamente na gravação, mas sim no conteúdo do próprio site em áreas destinadas para tal. Não temos, portanto, comerciais atrasando a programação. Assiste-se ao que se quer, elimina-se o que se repudia: a maior vantagem dos vídeos online em comparação à TV.

Cresce ainda mais, a partir do momento em que os próprios usuários passam a fazer parte do “conteúdo”, da “programação” da Web, através das suas publicações como vídeos, fotos, textos, etc. É neste contexto que ela ganha espaço, uma vez que se difere dos outros meios por permitir que as pessoas escrevam, com ela, a sua história. Como exemplos de toda essa abrangência podemos citar os portais, como Terra e UOL, que oferecem conteúdo em todos os formatos, além dos blogs que têm ferramentas que disponibilizam os mesmos recursos, dependendo somente da vontade do usuário.

Refletindo sobre todos esses pontos, chega o momento de analisar uma intrigante questão: a Internet tornou-se um complemento às mídias digitais ou uma ameaça a elas? Até o momento, o que se percebe é que esses meios ganharam um destaque próprio na Web, uma vez que os mesmos passam a ter maior interatividade dentro e fora da Web. A participação é um ponto-chave para que qualquer meio continue existindo, pois a essência da comunicação é justamente a interação entre as pessoas. A Internet pode, sim, criar necessidades que antes não existiam. Atualmente queremos e exigimos tudo extremamente atualizado, exploramos ao máximo todas as possibilidades e desvalorizamos, de certa forma, determinados recursos históricos, mas ainda assim, traz suas vantagens.

Dizer que em um futuro próximo todas as mídias só existirão de forma digitalizada seria um equívoco. Nem toda a população é usuária ativa da Web, pois grande parte ainda usa os meios tradicionais como fonte de lazer e informação. No entanto, nossa entrada “de cabeça” na Era Digital, isso sim, é uma realidade.

Daniel R. Bohn e Gabriela Steigleder

Add comment Maio 9, 2008

Transmissão de rádio: Chegada do homem à lua

O texto a seguir é um trabalho realizado para a disciplina de “Histórias da Mídias”, professora Adriana R. Duval. Como objetivo, tínhamos que fazer uma notícia sobre um assunto escolhido para que fosse transmitida numa rádio aos colegas, de acordo com o período escolhido.


TRANSMISSÃO DE RÁDIO: CHEGADA DO HOMEM À LUA

“Amigo ouvinte, aqui fala o seu Repórter Esso, testemunha ocular da história. Hoje, dia 20 de julho de 1969, às 23 horas, 56 minutos e 20 segundos, horário de Brasília, a população do planeta acompanha o homem pisar pela primeira vez no solo lunar. Sim amigo ouvinte, pode acreditar, depois de quatro dias de viagem a nave espacial Eagle chega ao seu destino. O astronauta e comandante da missão, o americano Neil Armstrong ergue o pé esquerdo e diz: ‘Este é um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade’.
E assim encerramos nossa transmissão diretamente da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, informando-lhes sobre um fato que, com certeza, ficará marcado na história mundial: a chegada do homem à lua.”

Ouça a transmissão

1 comment Abril 27, 2008

O Jornal NH e sua tecnologia de impressão

O Jornal NH é o veículo de mídia escrita com maior circulação da cidade de Novo Hamburgo (RS), contando com 35.301 assinantes na cidade e na região (Vale dos Sinos, Vale do Caí, Vale do Paranhana, Serra Gaúcha e Litoral Norte do estado do RS). Pertence ao Grupo Sinos (terceira maior empresa jornalística do estado), juntamente com o Jornal Exclusivo, Jornal VS, Revista Lançamentos, Diário de Canos e Revista Bureal. Foi fundado no dia dezenove de março de 1960 e, atualmente, tem uma equipe de 174 funcionários, além de 433 entregadores terceirizados..

Para ser impresso, depois de montado pelo setor de Diagramação Eletrônica, o jornal passa para o setor Industrial, responsável pela gravação das páginas prontas da redação em um equipamento moderno e rápido chamado CTP (Computer To Plate) em que a transferência dos dados vai direto do computador da redação para a gravação das chapas de alumínio.

Estas chapas são colocadas em uma impressora rotativa imprimindo 60 mil jornais por hora. A passagem do papel e a troca de bobinas (peso médio 500 kg, medindo aproximadamente 22 km de papel, sendo possível imprimir em média 20mil jornais) são feitas automaticamente. Este processo também conta com uma torre de impressão, unidades em que são tiradas as cópias coloridas do jornal (oito tinteiros, quatro cores em cada lado que se misturam quando impressas).

 

O “NH” avançou bastante em termos tecnológicos, uma vez que possui equipamentos modernos e avançados. Prova dessa modernização é a renovação de seus equipamentos gráficos. Antigamente a produção se dava a partir de uma rotativa que imprimia apenas 25 mil jornais. Hoje a rapidez é um dos pontos-chave: o papel passa pela rotativa MAM (modelo UNISET, de tecnologia alemã) em uma velocidade de 35 km/hora.

Com base no jornal percebe-se a grande evolução que este meio tem passado. O CTP (Computer To Plate) é um exemplo, afinal elimina o processo físico antigamente adotado como papel ou fotolito, tornando-o totalmente digital, a ponto de processar 100 chapas por hora.

Tendo tiragem de 40.758 exemplares, sendo 97% dedicado a assinantes, o jornal ocupa a 11ª posição em número de assinaturas no ranking brasileiro de jornais diários. Estes são dados bastante significativos, que provam a importância do periódico, provando que seu investimento em tecnologia é realmente um ponto de destaque, como faz a empresa.

4 comments Março 27, 2008

Correio Brasiliense: primeiro jornal brasileiro

 

O Correio Brasiliense foi o primeiro jornal brasileiro, criado por Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça em 1º de junho de 1808. Era impresso em Londres e chegava ao Brasil de maneira clandestina, por meio de navios, devido às idéias liberais publicadas, que geravam insatisfação por parte do governo brasileiro.

Política, comércio, artes, literatura, ciências e variedades eram os segmentos que dividiam o jornal. Por não ser entregue em curto espaço de tempo, não contava com notícias, mas sim com assuntos ligados ao período colonial, principalmente as revoltas e acontecimentos que levaram à independência do Brasil.

  O jornal foi encerrado em dezembro de 1822, com 175 números editados, pois Costa não via sentido em continuar um jornal no exterior com o país independente.

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Texto: Gabriela Steigleder

Ilustração: Rafael Eltz

Add comment Março 3, 2008


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