Pesquisa de comunicação de massa
Dezembro 30, 2008
Época de eleição, os meios de comunicação são invadidos por propagandas eleitorais obrigatórias ou não. Cansados e sem opções de fuga ou até mesmo por interesse, acabamos por nos render em algum momento da campanha a prestar a atenção no que nos é passado.
Tantos são os discursos e imagens que alguns chegam a nos seduzir, tamanho é o impacto causado por um meio midiático, atingindo não só a uma pessoa, mas também a massa.
Enganam-se os que pensam que esses fatos acontecem somente nos dias de hoje, devido à influência da televisão no cotidiano. Os meios de comunicação, desde suas criações, vêm provando que, de acordo com a forma em que são utilizados, causam efeitos e adquirem grande poder sobre a humanidade.
As guerras mundiais são um dos fatores históricos em que se pode perceber a direta influência midiática. As técnicas de propaganda, elaboradas a partir de teorias que apoiavam determinadas ideologias, acabavam por manipular a opinião pública.
Harold D. Lasswell (1902 -1978) é um dos pais da comunicação que traz conceitos ligados às técnicas de propaganda, em que esta aparece como sinônimo de democracia. Ressalta que a persuasão cria-se como consenso, podendo ser considerado um meio melhor e mais barato do que a corrupção e a violência para atingir objetivos políticos, entre outros.
A audiência é o “consumidor” deste meio ou chamado público-alvo, uma vez são públicos em inter-relação com um meio de comunicação. O sistema pelo qual funciona é realizado através de estímulos/ respostas, em que os estímulos são causados pelas mídias e as respostas geradas pelo público, de maneira positiva ou negativa.
Por demonstrar ser um sistema complexo, capaz de influenciar multidões e condicionar comportamentos, viu-se a necessidade de que se houvesse relação com outras áreas do saber, como psicologia, antropologia e marketing. Conhecer o ser humano, enquanto individual e em sociedade, tornou-se um exercício fundamental para os que atuavam no meio.
Assim, iniciam-se as sondagens de opinião pública e a preocupação com os conteúdos das mensagens divulgadas, fundamentais para a gestão e para saber o que acontece na sociedade. Os dados tornam-se indicadores e identificam as tendências mundiais.
O ramo da pesquisa ganha destaque e os estudos tornam-se cada vez mais amplos, “Quem diz o quê com que canal e com que efeito”, de Lasswell em 1948, era a grande fórmula de análise dos impactos dos meios em relação às massas populacionais. “Quem diz” refere-se ao emissor, à análise em produção ao controle e “o quê” ao conteúdo. Entretanto, quando o autor cita “o canal” como um paradigma de análise dos meios, do suporte e das mídias, não se refere à superficialidade, pois os meios, em sua proposta, são muito mais complexos, funcionando como campos multidirecionais que se convergem.
Já “a quem” seria uma análise do impacto das audiências e de que forma ela acontece, podendo ser alienante, educativa, manipuladora, por exemplo. É importante que se conheça a segmentação existente no meio, conhecer o público ao qual se dirige e a interação entre quem produz e quem recebe. E por fim, “o efeito” que se preocupa com os impactos gerados, os resultados.
Completando Lasswell em seu estudo modelo, Lazarfel (1901-1976) e Merton (1910-) trazem mais dois itens em relação às funções da comunicação na sociedade que até então se dividiam em: vigilância do meio (a humanidade), estabelecimento de relações intersociais (evolução, crescimento e compartilhamento de conhecimento) e transmissão da herança social (a mídia divulgando cultura). Assim, o entretenimento e a adaptação passam a fazer parte das funções e abrem questionamentos para estudos da comunicação.
Os outros dois “pais da comunicação” ganham destaque estudando as difusões trazidas pelos meios e observam que as pessoas começam a ficar viciadas, ou seja, têm grande dependência midiática. Percebe-se também, que a população vai se adaptando ao que é sugerido pelos meios, se modernizando.
Lazarfel, professor de sociologia, traz a idéia do duplo fluxo entre as audiências e os meios, os chamados líderes de opinião que são pessoas importantes na comunidade em que se relacionam e são de grande influência. Sua Teoria dos efeitos limitados defende que mesmo que o conteúdo não chegue da mídia à massa, os formadores de opinião o levarão.
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1.
Deoclecio Caetano | Setembro 27, 2009 at 4:32 am
Por favor,
se alguem souber, tenho uma pequena empresa e gostaria de saber qual o meio de comunicação mais barato mas que dê resultado em massa.
Atenciosamente,
________________________
Deoclecio
2.
Gabriela Steigleder | Outubro 24, 2009 at 6:30 pm
Uma solução inteligente e barata podem ser os links patrocinados e banner
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