A emergência das máquinas de informática

Dezembro 30, 2008

A história nos provou, algumas vezes, que a guerra por mais que traga desgraças e perdas, também traz consigo muitas evoluções, principalmente tecnológicas. Isso porque os países entram em uma competição armamentista e estratégica, sendo as máquinas e aparelhos ligados à tecnologia de grande diferencial neste tipo de disputa. O movimento tecnológico esteve vinculado à reconfiguração das estruturas. Os sistemas de informação estimulam a reflexão de maneira executiva dentro do funcionamento.

Tamanho era o destaque que o fluxo de contratos de pesquisa e desenvolvimento estava cada vez mais crescente entre os governos. Segundo Matterlart, 1976, o orçamento dos Estados Unidos financiava 14% da pesquisa privada e pública, 56% e 80% nos anos seguintes.

Observou-se que as máquinas eram e são criadas para substituir ou imitar a capacidade do homem de realizar tarefas, a máquina é constituída de um “cérebro eletrônico”. Assim surgem inúmeras previsões e teorias em relação ao futuro de tais inventos e seus impactos.

Para convencer os pesquisadores a realizar estudos armamentistas eram realizadas sondagens de opinião, amostras e investigações psicológicas. Especialistas de informática começam a desenvolver discursos sobre os sistemas, a comunicação e o controle. Segundo as idéias positivistas de Edward (1989) o computador como máquina universal é teoricamente capaz de resolver problemas precisos, reduzidos a algoritmos.

O conhecimento passa a ser uma grande estratégia, pois suas fortalezas são aceleradas para transformar a sociedade e a pesquisa visa formar modelos de análise aplicáveis às operações militares. Observa-se que a inteligência não é mais concentrada, mas distribuída de forma descentralizada e interativa. As informações geradas por máquinas de comunicação devem circular para evitar a entropia sem entraves (poder e dinheiro) e a economia se abastece da confrontação de informações estratégicas. Assim a produtividade aumenta, sendo possível pelos sistemas de comunicação e pelos aspectos demográficos, como a 2ª Revolução Industrial.

A sinergia, ação positiva e simultânea de um grupo de pessoas na realização de uma atividade, passa a fazer parte do método de estratégia. Trabalha-se uma confluência de energia e produção de uma energia maior a partir do diálogo de informações, de conhecimento e processo.

Por isso, surge o “think tank“, chamado de reservatório de idéias. O “think tank” reunia profissionais de várias áreas do conhecimento teórico e prático, como especialistas em ciências sociais, economistas, matemáticos, engenheiros, físicos para trocar conhecimentos, idéias. Semelhante ao termo “brainstorming” utilizado atualmente, essa instituição de pesquisa tem como elementos a informação, programação e o planejamento.

A Rand (Research And Development Corporation), além de ser o primeiro dos “think tank“, patenteou a ferramenta de pesquisa qualitativa “Delphi”, que busca um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros. Isto é feito estabelecendo-se três condições básicas: o anonimato dos respondentes, a representação estatística da distribuição dos resultados e o feedback de respostas do grupo para a reavaliação nas rodadas subseqüentes (Martino, 1993).

Tecnologias especiais, por exemplo, foguetes ao redor da Terra, inicialmente eram pensados em fins militares, depois este mesmo estudo se constituiu em um complexo de redes para outras aplicações, como a Internet e as mídias de massa.

A emergência das máquinas está cada vez mais evidente. Os especialistas em ciências sociais esclarecem os fatores de mudanças na sociedade, e procuram-se propostas que tornem eficiente a interface homem/ máquina. A partir do final da Segunda Guerra Mundial, o Departamento dos Estados dedicou-se a legitimar sua doutrina do livre fluxo da informação, cada vez mais assimilada à livre troca.

Os sistemas de reflexibilidade falam da necessidade de reconfiguração da sociedade. Para os estrategistas teriam sido evitadas grandes quedas e crises se fossem incentivado o conhecimento a partir dos meios de comunicação, como por exemplo, na União Soviética e como a China fez em 1976.

Vê-se a indústria do conhecimento ocupa lugar na sociedade, gera lucros, além de marcar as diferenças entre sociedades desenvolvidas e subdesenvolvidas.

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