“Brasileiro não sabe falar português/ Só em Portugal se fala bem português”
Carlos Bagno, escritor e lingüista, coloca posicionamentos críticos em relação a esse mito em seu livro “Preconceito Lingüístico” (1999). Diz que esta é uma opinião bastante difundida entre os portugueses e até mesmo entre a população brasileira que, em sua maioria, possui um complexo de inferioridade pela colonização de Portugal por tantos anos e hoje, continuar como um país subdesenvolvido.
Esta cultura está viciada a não valorizar o próprio país, ao contrário de outros exemplos em que o patriotismo faz parte da criação do povo. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas o que, nós como povo, fazemos é somente maximizar os negativos, esquecendo que o Brasil tem também questões fortes a serem destacas com orgulho.
Ao longo de seu discurso, o autor critica vários autores renomados, que em oposição a ele, aderem a estas posturas preconceituosas à língua falada no Brasil. Argumenta que é mais fácil taxar os brasileiros como um povo que não sabe falar a sua própria língua, do que realmente analisar os fatos que distanciam a língua mãe da língua realmente falada no país.
A compreensão entre ambos os países se dá, em nível maior, através da escrita, pois partimos da mesma gramática, apesar de apresentar preferências lingüísticas próprias. É possível identificar claramente as peculiaridades em que se expressam verbalmente os dois países. Quando se aproximam, geralmente é pelo uso de adultos escolarizados que dominam a gramática da língua culta ou em situações formais.
Monteiro Lobato, em 1934 já dizia: “Uma língua não pára nunca. Evolui sempre, isto é, muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.”
O que se observa é que há uma relutância em admitir que no Brasil exista uma variação do português, chamado em muitos lugares de português brasileiro. Como prova, temos o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, que propõe uma escrita única para todos, além de facilitar a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.
Entretanto, a língua portuguesa não ficará padronizada em sua totalidade, pois serão conservadas as pronúncias típicas de cada país, questão que mais os diferencia. A unificação das línguas tornaria a interação entre os países maior e mais prática, porém Brasil e Portugal estão muito distantes culturalmente, além de seus vocabulários serem distintos, impossibilitando uma unificação completa.
Como ressalta Bagno: “O brasileiro sabe o seu português, o português do Brasil, que é a língua materna de todos os que nasceram e vivem aqui, enquanto os portugueses sabem o português deles.” Os países devem sim se unir e trabalhar em conjunto por questões históricas, porém está claro que tomaram rumos diferentes e características próprias que se refletem na linguagem e que devem ser mantidas.
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Google Android: o celular da Google
Relembrando uma apresentação feita para a cadeira de Elementos de T.I, juntamente com os colegas Daniel Bohn e Gisele Hammerschmitt.
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O e-mail não é um telégrafo: NTIC e aprendizagens sociais
Comunicação é plural, não somente receptor e emissor. É multimodal. Todo receptor reage à mensagem, vive a inter-relação. A mensagem se transforma no caminho que percorre. Estamos constantemente em comunicação, mesmo que o receptor não seja alguém humano.
O estudo da comunicação deixa de ser somente exato, como no caso da matemática e passa a deslocar-se para o campo das Ciências Sociais, apoiado na reunião de diversas áreas do saber – antropologia, matemática, sociologia, lingüística, psiquiatria e outros. Existiu um modelo de pensamento delimitador que fracassou, pois a ciência foi estruturada, o conhecimento tornou-se disciplinar, individualizando por matérias. Esta idéia posteriormente fracassa, percebe-se que não é possível totalização. Sistemas necessitam de mistura para não serem extremamente limitados, é fundamental a confluência de várias áreas para resolver problemas, assim como a Escola de Palo Alto se posiciona.
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A emergência das máquinas de informática
A história nos provou, algumas vezes, que a guerra por mais que traga desgraças e perdas, também traz consigo muitas evoluções, principalmente tecnológicas. Isso porque os países entram em uma competição armamentista e estratégica, sendo as máquinas e aparelhos ligados à tecnologia de grande diferencial neste tipo de disputa. O movimento tecnológico esteve vinculado à reconfiguração das estruturas. Os sistemas de informação estimulam a reflexão de maneira executiva dentro do funcionamento.
Observou-se que as máquinas eram e são criadas para substituir ou imitar a capacidade do homem de realizar tarefas, a máquina é constituída de um “cérebro eletrônico”. Assim surgem inúmeras previsões e teorias em relação ao futuro de tais inventos e seus impactos.
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O valor da informação
O autor Michael L. Dertouzos (1936 – 2001), do livro publicado em 1997, “O que será: como o novo mundo da informação transformará nossas vidas”, diz que “tanto no caso físico quanto no informático, se o trabalho é produzido por pessoas, exige a utilização de uma parcela de suas vidas, independentemente do envolvimento dos músculos ou do cérebro”. Assim, a informação passa a ser um objeto de trabalho e de valorização.
Os meios de comunicação de massa são um dos que mais trabalham com informação. Através de suas transmissões, aliadas à informática, acabam por transformar a forma de comunicação e conseqüentemente a sociedade. A informatização já se tornou essencial à maioria dos setores, independentemente dos envolvidos.
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Multiculturalismo e as identidades
A cidade é onde se constitui o imaginário social, lugar privilegiado para imaginar. É o lugar de referência, de construção de narrativas (manifestações da vida), é fabricado pelas mídias, mas principalmente pelas pessoas (sonoridades, esportes, etc.). A mídia vem para representar simbolicamente o imaginário das pessoas, como por exemplo, as novelas. Por vezes trazendo temas cotidianos, mas sempre usando muito da imaginação afirmado pela frase popular, “só podia ser novela mesmo”.
Quando analisamos mais além, percebemos que o multiculturalismo está diretamente ligado a questões de transnacionalização, passando por cidades, estados e países. É um fenômeno permanente na história do mundo civilizado, mas que se acelerou e tomou dimensões globais nas últimas décadas. Projeta efeitos através das fronteiras nacionais, tornando as relações instantâneas e países com poderes exclusivos nas relações internacionais. Nos conflitos mundiais é possível perceber as tendências pelas quais determinados países concebem suas identidades.
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O espaço: sistemas de objetos, sistemas de ações
O espaço é uma convergência de objetos e ações. Ações do ser humano e do sistema, sendo este um processo um movimento. Na contemporaneidade o espaço abriga uma multiplicidade de sentidos. As delimitações geográficas tornaram-se relativizadas, em que o urbano e o rural se relacionam diretamente. As pessoas no campo podem facilmente produzir e negociar com clientes localizados geograficamente no exterior.
Os sistemas de informação transformam os espaços. Milton Santos (1926-2001) em uma observação relacionada a esse fato diz que é mais fácil transformar o campo do que uma cidade, já que a cidade está pré-definida, estabelecida e formada.
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Pesquisa de comunicação de massa
Época de eleição, os meios de comunicação são invadidos por propagandas eleitorais obrigatórias ou não. Cansados e sem opções de fuga ou até mesmo por interesse, acabamos por nos render em algum momento da campanha a prestar a atenção no que nos é passado.
Tantos são os discursos e imagens que alguns chegam a nos seduzir, tamanho é o impacto causado por um meio midiático, atingindo não só a uma pessoa, mas também a massa.
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O que é um problema de comunicação?
A comunicação, pelo que se sabe hoje, é o grande ponto-chave da interação entre a humanidade, principalmente quando se trata da linguagem. Através da linguagem, nós, enquanto seres humanos, nos diferenciamos mais evidentemente do restante dos seres vivos. Conversamos com outras pessoas, com nós mesmos e até com os animais.
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Leitura pixelada
Trabalho de conclusão da faculdade, todas as informações devem ser extremamente fundamentadas. Um busca eficiente pelo Google Books e viva! O livro completo em versão PDF de 615 páginas. Será que é tão bom mesmo? Vale a pena imprimir?
É meu caro amigo, a opção ler na tela geralmente não é a preferida não. Tanta evolução, tantos vícios tecnológicos e o povo continua dando preferência ao papel. Por que a tecnologia ainda não conseguiu penetrar de vez nesse meio?
Muitas tentativas já existem como Sony Reader PRS-500, leitor de e-books, mas – ao que tudo indica – esses aparelhos, além de caros, não despertaram muito interesse do público. Mesmo sendo mais portátil do que um PC ou até mesmo um notebook, os caracteres continuam formados por pixels.
Entretanto, há pessoas que não se importam e até incentivam esse tipo de leitura. Segundo o blog “Com Limão”, aHackney City Academy, escola inglesa, divulgou que irá trocar todos os seus livros por e-books em PDF. O principal objetivo da instituição com essa iniciativa será colocar cópias digitais dos livros para torná-los disponível paradownload em uma intranet. Considero essa ação uma idéia de fato interessante no contexto em que se insere, afinal os estudantes decidem de qual forma querem ler, tanto a possibilidade de impressão quanto de tela são válidas.
Mesmo preservando o ambiente e sendo mais barato, não troco o bom e velho livro físico. E digo o porquê: a leitura é um momento individual em que estamos sozinhos com nossos pensamentos e reflexões sobre o que está se passando aos nossos olhos. É o momento em que vamos traçando um caminho mental lógico que, preferencialmente, não deve ser interrompido. Quando lemos pelo computador, além das desvantagens em função tamanho e luz da tela, portabilidade, praticidade, etc., somos constantemente distraídos com avisos do Windows, janelinha do MSN Messenger, antivírus.
Para mim, vale a pena esperar mais alguns anos até que esse problema seja resolvido. Como? Isso eu deixo a cargo dos genais inventores do celular, da lâmpada, do e-mail… Mas acredito sim que algum dia estarei aqui para dizer: “agora minha leitura preferida é a pixelada”.
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